30 novembro 2010


Juro solenemente...

A verdade não consola. A verdade não alivia. A verdade não transforma. Acontece que a verdade prevalece sempre e eu tenho o dom de desvendá-las. ;)
Não adianta levar uma mentira adiante, cercá-la de proteção para que nunca seja descoberta, criar mais mentiras para tornar a primeira mais real e verdadeira, até mesmo para si próprio. Pois, em algum momento, pode acreditar nisso, a verdade vai aparecer.
A pessoa que mente, nem sempre inventa uma mentira para sair de uma encrenca ou para se ver livre de uma situação. Eu creio que a mentira seja um vício. Existem pessoas que mentem por prazer de enganar, por prazer de interpretar, até mesmo para ter alguma história para contar. Não conseguem lidar com a verdade, a sua verdade.
O grande problema desses ‘atores’ e ‘escritores’ frustrados, é que em algum momento de sua vida eles irão entrar em contradição, o final da história vai mudar e a interpretação não saíra tão perfeita. E meus amigos, depois que a máscara cai e o nariz do palhaço sai de cena, não existe roteiro perfeito no mundo que recupere a confiança perdida.
A verdade existe simplesmente porque faz parte da rotina, ela não foi criada e nem inventada. Justamente por isso, ela sempre aparece para limpar a sujeira que a mentira fez.
Então, não minta! Cuidado com as mentirinhas “bobas”, elas podem tornar a sua vida uma verdadeira bagunça. Não existe mentira que termine com um final feliz, todo mundo sorrindo e confianças intactas. Sempre vão restar resquícios de um palhaço com um circo mal armado e um roteirista com uma história mal contada.

Porém, se mesmo assim, achar que vale a pena mentir para mim... Faça um favor para nós? Atravesse a rua e finja que não me viu, deve haver outras pessoas interessadas na novela que irá contar.

Tassya.

12 novembro 2010



Jingles Bells.

Esse ano Papai Noel decidiu entregar vários presentes antecipados. Como boa menina que sou, agradeci, desembrulhei todos e procuro cuidar deles com muito carinho.
Na verdade o bom velinho vem entregando os pacotes desde o final do ano passado. Tá pensando o que? Trabalho pesado... Pobrezinho.

Luzana
Amiga, você veio embrulhada num pacote que tem tudo haver com seu nome: LUZ.
Veio pra trazer um colorido especial, lealdade, força, amizade e acima de tudo, me proporcionou a alegria, que naquele tempo, me faltava.
Foi meu porto seguro, minha irmã, minha máster.
Foi você quem me estendeu a mão e me convidou a andarmos juntas, quando tudo parecia sem direção.
Estou tão feliz por você! Quero muito que toda essa felicidade duplique de tamanho, pois você merece dar e receber muitos sorrisos nessa vida.  Quero que seus sonhos se tornem reais e que você seja sempre presente em minha vida.
Sinto saudades e não vejo a hora de te ter como vizinha novamente, afinal tenho que curtir minha amiga antes dela se tornar a senhora Petrillo. =P
Amo você, máster!

Layla
Com esse presente eu não contava.
Prima, sabe aqueles embrulhos surpresas, que quando você abre sai um palhaçinho de dentro?? Pois bem, foi assim mesmo! Só que no caso era uma palhaçinha... e era você!!! =D
Foram exatamente 24 anos de puro desconhecimento. Eu não conhecia você e vice-versa. Ai alguém lá em cima, cansado de nossas palhaçadas, resolveu colocar uma no caminho da outra. Mas, dessa vez ao invés de nos esbarrarmos no meio da estrada e tomarmos caminhos distintos, decidimos seguir juntas, de mãos dadas e foi à decisão mais sábia.
Esses últimos meses foram tão especiais, que eu nem consigo sentir falta dos anos que passaram. Sabe por quê? Eu sei que temos muitos anos juntas e que dessa vez é eterno!
Minha abelhinha, minha prima linda, minha amiga, minha irmã.
Amo você!

Vinicius
Presente reciclado. Estava perdido em algum lugar no passado, quando resolveu sair do fundo da caixa e se fazer, literalmente, presente.
Vini, acho que nada é por acaso nessa vida (bem clichê, mas verdadeiro). Obrigada por ter estado do meu lado nos momentos que eu sempre precisei. Obrigada por escutar, aconselhar e falar, falar, falar!!!  =D
Obrigada pelas risadas, pelos causos contados detalhadamente, por confiar em mim, por ser esse amigo disponível, fiel e presente.
Te amo com amor de irmã!


Paulo César
Você veio num pacote grandão, pesado e cheio de outros presentinhos dentro. Eu fui descobrindo a mágica e a felicidade que é ter você em minha vida, cada vez que eu abria um pacotinho.
Primeiro o cara atencioso, trabalhador, família e amigo. Depois o menino brincalhão, hiperativo e simpático. Por último o homem carinhoso, romântico, companheiro, especial... O meu amor.
O embrulho era pesado, porque dentro dele vinha muita coisa que precisava ser entregue para mim. Você trouxe sensações, emoções e sentimentos que eu ainda não havia vivido. Mostrou-me o significado do companheirismo, da felicidade e do amor. Entregou-me a paz, a alegria e o sorriso e me ensinou como usá-los.
O embrulho podia ser grande, mas a embalagem era simples e sem frescuras como você! Especial e autêntico, real e exclusivo!
Te amo muito, plíncipe!!!

Ariane
Esse me deu um trabalho pra desembrulhar. Ô presentinho tinhoso... Fora que era o mais brilhoso e chamativo do amontoado.
Foi engraçado como tudo começou, pois começou de um jeito bem torto e que não prometia uma grande amizade.
Lá estava você e lá estava eu. Um “oi” e “tchau” de cada lado e pronto. Finito!
Aí, as renas do Papai Noel, decidiram deixar as coisas bem claras pra gente. Em uma festa regada a tequila e muita besteira junto, a gente decidiu ser amigas! =P
Tantas afinidades, quantas brincadeiras e histórias pra contar em tão pouco tempo. Confidências, segredos, lágrimas compartilhadas...
Aprendi a respeitar e confiar em você.
Amo oxê, ciumentazinha!

Fernanda
Você estava dentro de uma caixinha pequenininha e discreta. Um laço simples e delicado, mas era o mais bem embrulhado... Cheio de detalhes minuciosos.
Você é daquelas amigas que quando a vida nos dá de presente, devemos cuidar e preservar, porque você tem todas as qualidades e defeitos que uma amiga de verdade deveria ter.
A sinceridade, o companheirismo, a dedicação são coisas que você possui de sobra. É uma das pessoas mais íntegras, verdadeiras e leais que eu já conheci na vida.
Não poupa elogios, mas também não poupa puxões de orelha. Não economiza no ombro amigo, mas também não modera palavras na hora de abrir meus olhos.
Senhor Noel acertou em cheio no presente!
Obrigada por ser essa amiga tão especial.
Amo você, tchuquinha.


É... não posso reclamar, o meu Natal durou o ano  todo!

Afinal, o que querem as mulheres?
Não posso responder por minhas amigas, vizinhas, primas, tias e etc. Mas se a pergunta for direcionada a mim, como acredito que seja, fica mais fácil.

Quando paro pra pensar em tudo o que eu realmente quero, me sinto como Alice no País das Maravilhas. Um grande conto de fadas, misterioso, emocionante, com uma pitada de romantismo, fantasia e com um belo final feliz.
É como me jogar naquele buraco que a Alice mergulha, vem tudo ao mesmo tempo: família, sonhos, carreira, futuro, presente... Tudo passando bem rápido.
Impossível de tocar. Possível de realizar.

Quero (pra começar) uma segurança no imprevisível.
Não ter medo do invisível, do inesperado. Acho que 80% da ansiedade que eu sinto hoje seria curada, caso esse desejo realiza-se.
Não que eu seja medrosa e covarde, mas não posso negar que a idéia de perder tudo que amo me perturba... e muito!
E pra não acharem que eu sou uma romântica irremediável, podem anotar aí: Morro de medo de perder meu cachorro, meus pais, minha família. Tenho medo de ficar sem luz e da fome. Tenho medo de perder o aconchego do meu quarto, o conforto da minha cama, a segurança da minha casa... Tenho medo de me faltar saúde. Tenho medo do silêncio causado pela solidão, tenho medo da solidão.

Mas, o tema é: “O que ela quer?” e não: “do que ela tem medo?”

Quero ter sucesso profissional.
Ser uma profissional competente, reconhecida e realizada. Ter um escritório pra chamar de meu, um salário mensal que me proporcione tranqüilidade e estabilidade, clientes satisfeitos e concorrência acirrada (que é pra me fazer buscar o crescimento cada dia mais). Contas pagas, dividas quitadas e novos projetos em andamento.

Quero ter sucesso na minha vida.
Um marido companheiro, que fique ao meu lado quando o mundo estiver de pernas pro ar, que dance comigo na sala de estar à luz de velas, sem música nenhuma tocando. Que deite no meu colo e me conte do seu dia e pergunte como foi o meu... e que escute com atenção às respostas.
Que seja mais que um esposo e o senhor do lar. Quero que ele seja o homem e o amor da minha vida.
Quero filhos correndo no quintal, bagunçando a casa, gritando no carro, chorando de madrugada, abraçando apertado, contando segredos... Quero anjos na minha vida.
Quero união na minha casa, paz no meu lar e felicidade em tudo que for meu.

Quero ter sucesso nos sonhos.
Uma casa própria, uma rede no terraço e um quintal florido.
Quero um carro na garagem, minha carteira de habilitação no bolso e uma estrada reta para que eu possa acelerar o quanto tiver vontade.

Quero ter sucesso na diversidade.
Quero visitas em shoppings, dois vestidos novos, um sapato de salto alto e um óculos de sol.
Quero açaí na tigela, borboletas na janela e um ventinho pra refrescar.
Quero música alta, música calma, música que me faz dançar. Quero luzes, cores e cheiros... Bons.
Quero pessoas sinceras, disponíveis e acessíveis. Quero menos mentira e dissimulação.

Quero sorrisos escancarados.  Gargalhadas exageradas. Lágrimas que educam e ensinam. Amigos presentes. Lembranças em músicas, fotos, lugares... No coração.
Quero sentir saudades de tudo que foi bom e vontade de fazer melhor sempre.
Minha família perto, meu amor perto, meu Deus presente.

Quero simplicidade, realidade e prosperidade.
Quero desejos simples e possíveis de se tornarem reais.


Pergunta respondida?

Tassya.

10 novembro 2010


Muito prazer... Ele é todo seu!

Eu sou daquele tipo de pessoa que trava na hora de gritar. Que ouve mais do que fala, mas quando fala poupa idiotices. No entanto, sou do tipo de pessoa extremamente idiota. Que vê carneiro em nuvens, que brinca com qualquer coisa, protege insetos e é louca por maquiagens.
 O tipo de pessoa que nunca soube resumir qualquer coisa. Que tem a auto-estima mais oscilante que um passeio de barco em alto mar. Que encontra forças no último minuto, mas encontra. Inclusive sou aquele tipo de pessoa que já deu e levou porrada na vida. Que vê detalhes em todo mundo, não desliga um segundo e está atenta a tudo e a todos em sua volta.
Eu sou o tipo de pessoa que não te deixaria na mão. Mas que erraria uma vez ou duas. E no fim, acertaria da melhor forma... Pelo menos tentaria. O tipo de pessoa que dá o melhor de si, seja pra pregar um botão, seja pra curar teu choro, seja pra aprender mais uma vez. Que sabe pedir desculpas.
Sou o tipo de moça que prefere escrever a praticar esportes. Que prometerá ir à academia até a extrema-unção. Que adora velocidade e vidros abertos. Que dança até quando está sentada. Que possui o irritante dom de perdoar e o incomodo dom de amar intensamente.
Sou daquele tipo de pessoa que se emociona com pequenos gestos. Que sai do sério com apenas uma grosseria. Que já se viu em tantas posições nessa vida, que a tal biografia seria compatível com o kamasutra... Ah, o tipo que tenta te fazer sorrir com um trocadilho mais besta.
O tipo de menina que consegue achar romantismo em qualquer porcaria. Que adora Akon, mas quase chora ouvindo Cazuza e Maria Gadú.
Esse tipo de gente eternamente insatisfeita. Decididamente indecisa. Insistentemente sonhadora. Irremediavelmente impulsiva. Assustadoramente sensível.

Mulherada, o que afinal vocês querem???

Na verdade o meu texto de hoje nada tem haver, diretamente, com a pergunta acima. Refletindo sobre o dia de ontem e seus acontecimentos, cheguei à triste conclusão de que a maioria de nós, mulheres, vivem para entender o que os homens querem e esquecemos-nos de olhar para os nossos olhos através do espelho... Nos abandonamos.
Ontem, depois de ver aquela mulher traída apanhando e batendo, passando vergonha na rua, sendo humilhada pelo próprio marido quando ele se colocava ao lado da amante e ainda por cima sendo presa, eu percebi que a mulher é muito burra.
Ao descobrir a traição, ela deveria ter marcado um horário no salão e só ter saído de lá com cabelos mudados e com uma maquiagem caprichada, deveria ter passado em uma loja de roupas boas e comprado tudo que a deixasse sexy e linda. Comprado um perfume novo para esquecer os antigos cheiros, e se daria de presente uma aliança nova, sendo que essa marcaria o inicio de uma união eterna e estável, consigo mesma. Ah sim, tudo isso com o talão ou cartão de crédito dele! ;)
Ela voltaria para casa e esperaria pelo ordinário. Quando ele chegasse a encontraria linda, perfumada e poderosa. Com a voz tranqüila e segura ela informaria que queria o divórcio, viraria as costas e sairia. Agora imaginem a reação do marido sozinho dentro daquela casa. Imaginem a ficha dele caindo... Aos poucos.
Ai sim eu aplaudiria de pé a reação dela e gostaria de estar de camarote assistindo a tudo.

Meninas, a gente não precisa esperar passar por situações como essas para entendermos que o valor pessoal é a gente que se dá. Não se anulem, não se escondam atrás de namorados e maridos. Tenham personalidade, atitude!
Não dê valor maior do que eles realmente mereçam receber de vocês, não substitua os seus amigos pelos amigos dele, não guarde horas do seu dia só para ele, esperando ele aparecer (se aparecer)... A preferência é sempre sua.
Se cuide, se arrume, não desista de você... Não espere o vaso quebrar para tentar juntar os cacos.

Uma coisa é certa, ninguém é insubstituível... Hoje você está onde está, mas amanhã pode haver outra pessoa em seu lugar.

Seja realista. Valorize-se!

Tassya.


Ps.: Completando sete meses de namoro hoje.
“São pensamentos soltos, traduzidos em palavras...”
Tem certas coisas que não se encaixam e não fazem sentido nenhum. Tudo forma um conjunto enorme de incoerências que só servem para confirmar e afirmar, que nada é permanente... fixo.
Que nós vivemos em constantes mudanças isso é óbvio, mas como pode tudo mudar tão rápido? É tão simples perceber como as pessoas são volúveis... Inconstantes.
É por esse motivo, que eu sigo com a minha linha de pensamento: você é, o que você mostra para mim.  
Portanto, resolvam o que querem ser, o que querem fazer, e não se esqueçam de me avisar... Não estarei sempre aqui esperando uma resposta do silêncio ou tentando adivinhar.

Tassya.

09 novembro 2010

Já virou rotina...




Quem me conhece sabe muito bem como sou. Um pouquinho desastrada, um tiquinho distraída, quase nada desligada... Acontece que certas coisas acontecem ao meu redor e eu levo a fama de ser estabanada. Quer exemplos???
Hoje a tarde foi agitada. Não era pra ter sido!
Prometia chover, então espertamente cacei minha sombrinha pela casa e guardei protegida na minha bolsa, coloquei um calçado confortável que me garantia estabilidade caso chovesse e o chão ficasse escorregadio, uma bolsa que cabia tudo e não ficava pesada... Pronto, hora de ir pra rua!

Gente, eu juro, eu não saio de casa procurando emoções e aventuras. Simplesmente preciso trabalhar e resolver minha vida. Mas parece que tem uma enorme seta vermelha apontada para minha cabeça informando: “Tropeções, empurrões, quedas e afins. AQUI!

Andava calmamente pelo centro da cidade (na verdade estava andando bem rápido), quando um louco me empurra e quase me faz cair em cima de uma senhora que estava na minha frente... Por sorte da velinha, a única que foi parar no chão foi euzinha. Levantei indignada, até porque semana passada eu também cai e estou com meu joelho direito detonado (mas, isso não vem ao caso no momento), já estava procurando o maníaco para tirar satisfação (não se enganem, sou bem brava...), quando reparo que haviam mais pessoas se ajeitando, gente falando alto, e uma correria em volta de mim.
Minha gente, o tal louco tinha assaltado uma mulher e danou a sair correndo, empurrando as pessoas e abrindo caminho... Mas, me diz: Porque logo eu, fui à sorteada a acabar parando no chão da Praça Jerônimo Monteiro em horário de alto movimento? ¬¬

Tudo bem! Recuperei-me do trauma e segui minha vida, tinha que passar nos bancos e efetuar alguns pagamentos, burocracias e todo esse divertimento que envolve a vida de um adulto responsável. O problema é que a bagunça que foi o meu dia não acabou assim, em menos de dez minutos, eu disse: DEZ MINUTOS! Aconteceu mais um evento inacreditável... Digamos, quase surreal.

Uma mulher passa rápido por mim, outra me empurra (dessa vez eu não cai! EBA.) e um homem vem correndo logo atrás. Eu tive que parar e me segurar na parede, garantindo que dessa vez eu não passaria por vergonha nenhuma... Mas meu povo, o circo já tava armado e foi bem na minha frente. Eu presenciei de camarote uma verdadeira novela mexicana!

A mulher que passou correndo primeiro por mim, era a amante. A segunda mulher que passou e me empurrou, era a chifruda. E o esbaforido filho de uma égua, era o marido infiel. Aí vocês podem imaginar o barraco que foi.
Era uma puxando o cabelo da outra, gritos e xingamentos para todos os lados, o marido safado defendendo a amante safada e mandando a pobre da esposa traída parar, tapas e chutes... Gente, eu nunca fiquei tão congelada e sem reação na minha vida! Eu simplesmente não saia do lugar, nem me movia. Foi tudo tão rápido. Eu só despertei, quando pisaram no meu pé e me dei conta de que acabaria sobrando pra mim... O que normalmente sempre acontece.

Lembrei-me do que o meu namorado sempre diz: “Tassya, se explodir uma briga perto de você, corre e se protege.” Foi o que eu tentei fazer! A todo custo tentei entrar em uma loja, mas foi impossível, os vendedores barraram as entradas (LÓGICO!), a rua já estava lotada de gente querendo assistir o show que aquele trio estava proporcionando e eu ali, pertinho, só estava querendo sair de perto com um único pensamento na cabeça: “Vai sobrar pra mim, vai sobrar pra mim...”
De repente, aparece um bando de policiais, que estavam fazendo escolta em um dos bancos e acaba com a bagunça... levando o trio em cana!

Minha Nossa Senhora do equilíbrio ausente, nunca fiquei tão passada em toda minha vida! Não sabia se ria histericamente, se respondia as perguntas da mulherada curiosa, se olhava para ver se meu pé estava inteiro depois de ser pisoteado...

Depois de hoje eu percebi que tenho que ir mais preparada para rua. Dá próxima vez eu levo uma joelheira, uma sirene de viatura policial e uma barragem articulada dentro da bolsa.


Agora, só falta chover dentro de casa!


Tassya.

08 novembro 2010


Todo mundo tem um pouquinho de vilão da novela das 21h.
Não adianta olhar pro lado, segurar o risinho e fingir que não é com você. Todo mundo tem um tiquinho de maldade dentro de si, SIM! Tudo culpa da vaidade, do orgulho e da superioridade. Claro que tudo isso acrescentado de uma pitadinha de vingança e/ou orgulho ferido, eleva a potência máxima o nível de maldade de cada pessoa.
Seria hilário se não fosse, quase, trágico.
Eu poderia pegar mais leve, mas não adianta fugir da realidade, a maldade existe e está presente em todos... Ou você vai falar para mim que nunca fez, ou pensou em fazer, uma maldadezinha em toda sua vida? Desculpem-me os demagogos e santinhos de plantão, mas eu não acredito nisso.
Não sou de arquitetar planos infalíveis, nem de elaborar estratégias de vingança, mas não se engane, não sou ingênua, boba e muito menos moralista... Só não me encaixo no papel de mocinha e também não combino com a vilãnzinha amargurada!
O problema é que nem todo mundo é assim: coerente, e acabam exagerando um pouco na dose de fantasia e maldade. Acho engraçado quem acha que pode enganar todos, mentir sem ser descoberto. Acho sórdido quem acredita que está certo causar dor e sofrimento em outras pessoas, destruir relações, criar intrigas e causar tristezas... Porém, o que não falta nessa vida são “personagens antagônicos” que essas criaturas dementes criam. Têm muita gente louca solta nesse mundo, pessoas que mereciam ser estudadas e analisadas. Questão de mau caráter, personalidade desviada e, vamos ser sinceros, um parafuso a menos.
Eu prefiro ficar com o papel de coadjuvante a me submeter incorporar a louca descontrolada... Não dá, gente. Até porque todos sabem que vilões não dão futuro, sempre acabam esculachados, humilhados e fracassados. O lance é ser esperto, sagaz e criativo. Encare os obstáculos com superioridade, cabeça erguida e coerência... Deixe as lágrimas e lástimas para as moçinhas conformadas, e a angustia e perturbação para as vilãs alucinadas.

Viva a sua vida real... e deixe que cada um viva a vida que mereça!

Tassya.

05 novembro 2010



Mas é claro que o sol vai voltar amanhã, mais uma vez. Eu sei...
(...) Espera que o sol já vem.

Tem gente que está do mesmo lado que você, mas deveria estar do lado de lá.
Tem gente que machucam os outros, tem gente que não sabe amar.
Tem gente enganando a gente, veja a nossa vida como está.
Mas eu sei que um dia a gente aprende.
Se você quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo.

Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar no sonho que se tem.
Ou que seus planos nunca vão dar certo, ou que você nunca vai ser alguém.
Quem acredita sempre alcança!


(Renato Russo)

04 novembro 2010



Estive pensando, depois que a bagunça está feita e o circo está armado, de que adianta chorar sobre o leite derramado?
Vivemos constantemente em conflito com alguma coisa ou com alguém. O conflito na maioria das vezes é interno. Uma batalha contra si mesmo. Egocentrismo, orgulho, superioridade, vaidade... não são qualidades, pode acreditar! Seja menos duro com você e verás o quanto será tolerante com o próximo.
Não resolva os seus problemas. Evite-os.
Tá bom! Mas primeiro é bom resolver os que restaram. Aproveite e faça uma faxina no fim do mês de outubro, encare os resquícios e lembre-se do valor que os próprios conselhos podem ter. Valorize o bom senso, a autocrítica e a sua capacidade de resolver as coisas de forma tranqüila.
Não se esqueça: De vez em quando é bom colocar os óculos cor-de-rosa em formato de coração. Justamente aqueles que fazem você ver a vida como a coisa mais linda do mundo. Mas sabe o que é mais legal? Incorporar os óculos de vez. Viver a vida através de um filtro cor-de-rosa...
Tudo está tão diferente. Apaixonei-me pela estabilidade. Apaixonei-me pela simplicidade de viver tranqüila, sem jogos, nem coisas não ditas. A minha felicidade é urgente, e para falar a verdade, há muito tempo não me sentia tão curada quanto agora.
Na verdade há muito tempo que eu não me sentia como agora.
Estou feliz de verdade... e desta vez, está durando!  

Tassya.

01 novembro 2010

Você lembra quem era você há um ano?


Plena segunda, véspera de feriado de finados e olha só, tá chovendo!
Eu diria que era bastante previsível, mas a vontade de ver um sol é tão forte que eu quase acredito que posso parar a chuva se eu contar até dez, com os olhos fechados e os dedos cruzados... Como num passe de mágica: Plin!
Há um ano eu não era assim... Não acreditava no improvável. Não confiava no tempo, e até achava que ele andava contra mim. Novembro foi o mês decisivo: Ou eu mergulhava fundo e me afogava, ou voava alto e vencia a gravidade que insistia em me empurrar para baixo.
Bem... Conseguem me ver daí de baixo?

Mudaram as estações e olha só o que eu descobri: Sou maior que acredito ser. Cabem tantas coisas em mim. Tantos sentimentos, contradições, certezas e lembranças, que eu ainda acho que engano o fita métrica... como pode caber tanta coisa em 1,60m?
Às vezes me esqueço disso, finjo que caibo no bolso de alguém e que se quiserem eu posso até acreditar nas mentiras que me contam. Mas é em momentos como o de hoje, quando eu olho para trás e lembro-me de tudo que já passei nessa vida, que percebo que não adianta eu burlar as regras. Eu cresci, aprendi, me machuquei, cicatrizou e estou aqui.
Há um ano eu era um caso a ser estudado. Os cabelos ainda eram castanhos naturais, mas opacos e sem brilho. O sorriso estava de férias e a paz tinha viajado para um país bem distante. Os olhos andavam marejados e com expressões de ansiedade e medo em suas linhas finas. O brilho não era ouro e sim, esperança. O ouro a que me refiro, é o mesmo que hoje eu guardo no coração e valorizo: Minha liberdade e minha verdade. O coração batia em ritmo descompassado, mas não era no mesmo tom que os dos apaixonados, e sim aquele ritmo cheio de angustia e dor que acomete os fracos temporários.
Fraca temporariamente... Ninguém é forte o tempo todo. A beleza mora na superação, na felicidade estampada no rosto, na paz no final do dia. Algo como se a vida ou sua própria consciência exigisse de você uma prova concreta de merecimento por toda aquela alegria que resolveu conquistar. Valorizar o que se conquistou hoje, lembrando o quanto foi difícil alcançá-lo.
Melhor do que se lembrar de quem você era é saber quem você é. Melhor do que não esquecer, é saber o porquê ás vezes as recordações batem à porta. Não é saudade, não é tristeza, não é nostalgia... A única razão que me faz lembrar é a mesma que hoje me faz sorrir: Paz de espírito e certeza que eu estou no comando da minha vida.  

Voando alto...
Tassya.

28 outubro 2010



“Algumas coisas são verdadeiras, acreditando nelas ou não.” (Filme Cidade dos Anjos)


Acredita em anjos?
Essa pergunta me foi feita há um tempinho atrás. Na época eu esbocei um sorrisinho, olhei nos olhos da pessoa e percebi que ela estava realmente esperando uma resposta.
Eu respirei fundo e lhe respondi:
- Acredito, ué! Por que não acreditaria?
A pessoa muito espertinha sorriu de volta, balançou a cabeça e fez outra pergunta:
- Você poderia não acreditar... Por exemplo, aconteceu alguma coisa em sua vida que comprova a existência deles (anjos)?
Eu agi com indiferença, não respondi a pessoa e mudei de assunto. Porém, hoje eu vejo que deveria ter dado uma resposta aquela pessoa, deveria ter defendido a minha idéia e opinião, não deveria ter deixado dúvidas... Acontece que nem eu fui firme à minha resposta, não estava segura e não tinha certeza sobre aquilo. Faltou maturidade e personalidade.

Anjos existem e eu não os vejo com asas lindas e enormes, muito menos com uma luz divinal envolvendo-os. Os meus anjos, os que eu tenho fé que Deus colocou em minha vida, são aquelas pessoas que me olham nos olhos e já sabem quando preciso desabafar, aquelas que me abraçam e me fazem acreditar que tudo está resolvido, que em uma conversa conseguem arrancar sorrisos imensos de meus lábios.
Anjos são pessoas que encontramos em um ponto de ônibus, que sentam do nosso lado, puxam conversa e você vai para casa se sentindo leve.
Anjos são os amigos que estão sempre presente independente da distância. De longe, quilômetros de distância, eles escutam seu grito mudo de socorro e correm a sua procura.
Anjo é o seu animalzinho de estimação, que não fala, não abraça, mas escuta e encosta-se a ti. Com o seu silêncio se faz sábio e mostra que não importa o problema ou a dor, a felicidade e ou a vitória, não devemos gritá-las para o mundo, devemos guardá-las em silêncio e esperar pelo depois... Sempre existe um depois.

Anjos existem e estão espalhados por aí... Eles não se escondem do mundo e nem de você. É claro que tem pessoas no mundo que, de tão boas, têm sim algo de outro mundo. Temos anjos ao nosso dispor, e se quisermos incorporar um deles, é só querer. Mas querer por algum propósito, por alguém, não para suprir sua carência, não por falta de motivos pra viver.
E se você decidiu ser anjo então, ótimo. Nem que for por 5 minutos, seja o anjo de alguém. Bote no colo, ajude, dê aquela mão amiga, dê um pouco de amor incondicional, sem esperar nada em troca.
Acho que todo mundo tem um par de asas guardado no armário. Vamos lá então, tirar a poeira e usá-las de vez em quando. Pensar assim não faz mal a ninguém, e pelo que vejo, tem muita gente reclamando que anjos estão em falta.

Tassya.

Mas é claro que o sol vai voltar amanhã...




O que fazer quando você olha para lado e percebe que não tem ninguém ali?

Ninguém para escutar seu soluço enquanto uma lágrima cai dos olhos. Pior, você tem que chorar baixinho para ninguém escutar seus lamentos.
Aí fica claro que a solidão significa muito mais do que simplesmente "estar" ou "ficar" sozinha.

O celular está do meu lado, mas para que serve em um momento desses?
Ligar e se lamentar com a outra pessoa? Atrapalhar a vida alheia, só para dizer que o mundo é uma droga?
Eu não sei ser assim...

Quantos amigos você acha que possui? Quantas pessoas você realmente pode confiar?
Poucos, né!?
Um amigo não se importaria em receber uma ligação e te escutar chorar, não ligaria que você quisesse exterminar o mundo, ficaria do seu lado até o último lamento acabar... seria até capaz de proferir alguns palavrões só para elevar seu humor.

Amigos assim existem, eu sei... Eu sou assim!
Mas quando sou eu a ter que procurar e me lastimar nos ouvidos de um amigo, eu fujo... Escondo-me dentro de um quarto com portas trancadas e torço para que o sono venha rápido, mas ele nunca vem. A cama sempre fica fria ou quente demais, nunca é confortável ao ponto de dar abrigo e fazer relaxar. A cabeça não pára de funcionar e eu só desejo chegar a uma conclusão rápida.

No fim, quando não restam mais esperanças do celular tocar com alguém pressentindo que estou sozinha e precisando de ajuda, quando o cansaço é tanto que nem forças para continuar chorando existem mais... O sono vem.
A noite é sem sonhos, o dia amanhece mais cedo, a dor na cabeça relembra como foi à noite anterior. Olho ao redor e percebo que nada mudou. As decisões tomadas não servem para nada, as conclusões estão vagas e o melhor a se fazer é respirar fundo e esperar... esperar... esperar...

Vida que segue.

Tassya.




Uma caixinha de surpresas...

Começar um dia sem saber o que vai acontecer é a maior aventura na vida de uma pessoa.
Sim, existe a rotina diária – acordar, trabalhar, almoçar, trabalhar, casa, dormir – mas, na verdade onde estão às vírgulas deveriam estar enormes pontos de interrogação. Pois, na realidade, você espera que o seu dia siga o script da rotina normal, mas se isso realmente vai acontecer não depende de você.
Fazer planos é algo tão normal e habitual, mas eu deixei de fazer isso há algum tempo já. Não digo planos profissionais (esses inclusive, fazem minha cabeça dar um nó... são tantos), me refiro a projetos pessoais...

Sonhar? Ok, até tenho uns sonhos bonitinhos de vez em quando, mas deixei de colocar expectativas em cima deles, transformá-los em planos e ir atrás para realizá-los. Foram tantas provas de que “se algo” não depende só de você para se cumprir, melhor esperar o destino resolver e acertar tudo.
Deixar nas mãos do destino (futuro) é cômodo, prático e seguro. Você tira a responsabilidade de suas mãos e coloca em jogo a sua felicidade. É uma troca de favores e nem sempre é garantia do sucesso, pois é como se você deixasse o futuro profissional, por exemplo, nas mãos do acaso...
Mas quem é o “acaso”? Você deixaria o seu futuro profissional nas mãos de quem você nem conhece, nem sabe o rosto?
Pois é... talvez, seja mais fácil entregar a vida pessoal, algo sem muita importância, né!?

“O que tiver que ser, será”. Já tive tanta raiva dessa frase, até porque minha fase Xuxa –Lua de Cristal, já passou faz tempo... mas, nos últimos tempos tenho escutado tanto, que passou a fazer sentido.
Por isso, eu sigo os bordões que existem por aí: “Deixo a vida me levar”, “Deixar acontecer naturalmente”, “Devagar, devagarzinho”... etc.

Se sou feliz agindo dessa forma?
De que importa? É o destino que quis assim...

Tassya.

26 outubro 2010



“Diz, quanto custa o teu sorriso?”
Sinto informar, mas não está a venda.

Eu sou assim, não sei sorrir se tem lágrimas de tristezas presas em meus olhos. Não consigo fingir que o mundo é uma festa, que a angustia cabe em bolhas de sabão e como elas, simplesmente desaparecem. Não consigo mentir olhando nos olhos... Na verdade, não sei mentir.
Não sei ignorar pessoas que deveriam ser ignoradas, esquecer momentos que deveriam ficar esquecidos e seguir cantando uma bela canção...
Não sei não me importar. Se algo me incomoda, pode acreditar, vou dar valor aquilo e procurar superá-lo e não passar por cima. Eu sempre acredito que é nos momentos difíceis e conturbados, nos momentos de dúvidas e criticas que se esconde o meu amadurecimento.

Não estou aqui fazendo campanha do meu jeito de ser e nem dizendo que é assim que se vive... Não mesmo, longe de mim... Não sou tão boa assim.
Eu só acredito na teoria que eu acabei de inventar: O trator e o carro.

Os tratores são fortes, passam por cima de barreiras e empecilhos, sem se importar se estão deixando para trás destruição e restos. Porém são solitários, só cabe um passageiro e o vazio dentro deles. Não existe um radio para animar o dia/noite, só permanece o barulho insuportável que eles fazem por onde passam... Chamam atenção, mas nunca de um jeito bom. São tão brutos que ninguém chega muito perto, e não é por respeitá-los, mas sim por medo. Se acontecer algum defeito ou ele simplesmente não sair do lugar, me responde: Quem vai empurrar um trator?
Já os carros fazem mais o meu estilo, prefiro andar neles. Dentro de um carro cabem quantas pessoas você quiser, ou fizer caber... Com direito a músicas rolando no rádio, vidros abertos para entrar um ventinho, risadas e companhias.  Eles até podem passar por cima de quebra molas e buracos, vai sacudir tudo que tiver dentro, pode até machucar um pouquinho, talvez fure um pneu ou o carro dê um probleminha e pare de andar, mas por levar consigo muitos passageiros, sempre vai ter gente pra ajudar e mais alguns para torcer que tudo dê certo.

Eu prefiro ser um carro. Passar com cuidado ou até mesmo contornar os meus obstáculos. Sem precisar passar por cima de nada e ninguém. Sem evitar as lágrimas que surgirem no meio do caminho, tendo a certeza que se as minhas baterias acabarem ou meu motor cessar, sempre terá alguém do meu lado para ajudar na hora de levantar e/ou orar para eu melhorar. Quero levar muitas pessoas comigo, seja no coração, pensamentos, lembranças ou em busca do sucesso. Quero ser companhia agradável, segura e permanente.
Quero simplesmente poder seguir minha viagem tranqüila, levando comigo meus arranhões e cicatrizes, sabendo que sempre terá pessoas me esperando voltar, pessoas me esperando chegar e outras seguindo do meu lado, para onde quer que eu vá.

Vem comigo? 


Tassya.

25 outubro 2010


Eu descobri que tenho pressa...

Pressa de ser feliz, pressa de ver planos concretizados, pressa de realizar sonhos. Pressa de ver tudo funcionando como o combinado.
Pressa do verão, pressa dos sorrisos ensolarados nos rostos, pressa de pés descansados na areia quente da praia, pressa de sorvetes derretendo e virando sopa.
Pressa de domingos maiores e sem pressa.
Pressa de amigos ausentes presentes. Pressa da verdade.
Pressa dos beijos demorados, dos abraços apertados, das canções cantadas dentro do carro.
Pressa da cama desarrumada, do quarto bagunçado, de um dia agitado.
Tenho pressa ao longo do dia... Uma corrida contra o tempo. Uma pressa contraditória. Espero sempre que o dia acabe logo para algumas coisas, e que comece e dure muito tempo para poder realizar outras.

Só espero que o coração acalme, a mente encontre seu equilíbrio e que o corpo descanse em um ponto fixo... Que as tristezas evaporem junto com as lágrimas e que os sorrisos caibam numa moldura. Lembranças sejam organizadas e colocadas em caixas, onde eu possa guardá-las e só procurá-las em caso de dúvidas e pesquisas que valem notas.
Minha pressa tem razão de existir, andar devagar não faz meu estilo... Porém, eu aguardo o tempo virar ao meu favor, o motor ser turbinado, a estrada estar vazia, para que eu possa acelerar à 230 km e chegar ao meu destino final em segurança.

Tassya.

21 outubro 2010

Cena 25, Cápitulo 9.159... Ação!


Eu com certeza fui cobaia de Deus.
Sim, porque quando ele me criou só poderia estar de brincadeira, né!?
Botou um monte de coisas contraditórias juntas, deu a elas um destino mais contraditório ainda, pegou uma pipoquinha, um guaraná, sentou no sofá e preparou-se para mais uma sessão.
E lá está Ele, rindo, chorando, torcendo. Aí, às vezes, eu penso que de repente, Ele pode ser um grande espectador de telenovelas.
Nós, é claro, somos os protagonistas. E é pior do que novela mexicana, pelo menos a minha. O mais legal é que se o percurso não agradarar o nosso santíssimo “telespectador”, Ele pode meter o bedelho e mudar alguma coisinha.
Novela interativa, então! =D

“Resumo da semana”, será que Ele tem?
Paciência eu sei que tem, e muita. Sim, porque a minha vida pelo menos é um tanto sem graça às vezes.
Vilão, toda novela tem. A minha não tem nenhum definido, e isso que é pior, não sei e nem conheço o meu inimigo... (medo)
Fim, as novelas também têm. Trilha sonora também. Só não têm intervalo, e é aí que mora o problema. A vida é uma correria, uma esteira elétrica sem lugar para segurar. Ou você corre e acompanha, ou cai e se rala todo (sim, já aconteceu comigo...).

Pelo menos a tal novela permite aprendizado.  Muitas vezes pode ser vista como uma comédia das boas, um belo suspense, um romance meloso... Ou seja, Deus é o melhor redator/roteirista/diretor de todos os tempos!
Então, enquanto eu não o encontro pessoalmente para pedir um autógrafo (e - sem ofensas – que o tal momento demore), mando cartinhas todas as noites e participo do fã clube.
E, claro, corro atrás do meu final feliz!

Tassya.