15 dezembro 2011

Existem lembranças que não deveriam ser resgatadas. Elas fazem com que os piores sentimentos voltem com a mesma força que surgiram tempos atrás.
A necessidade de descobrir um erro, solucionar um enigma e saciar uma duvida, sempre faz com que você relembre momentos que deveriam ter morrido dentro de você.


Vira e mexe me pego revirando o baú de velharias. É um sentimento quase masoquista querer tocar numa ferida que me causou tanta dor.
Entretanto, de vez em quando estou lá, arrancando os curativos e derramando álcool em cima de cada ferida exposta. Ironicamente, eu já me preparo para dor e simplesmente aprecio a possibilidade de testar os meus limites e tentar sufocá-la.
Sinto-me como se quisesse gritar para o mundo que a ferida ainda lateja, que ela ainda está inflamada e que a cura está longe de ser descoberta.
As lembranças me atingem como um vapor quente e seco. Tento conter lágrimas e esconder meus medos, mas acabo lembrando que sou fraca e me deixo ser guiada por sentimentos que já conheço bem.


A raiva, o medo, a tristeza, a decepção, a angustia... Tudo vem acompanhado de uma dose caprichada de mágoas e incertezas.
A dor é tão forte que extrapola os limites do emocional, ela se torna física.
Começo a me arrepender das decisões tomadas, das escolhas feitas e das palavras ditas. Todavia, me vejo no mesmo lugar comum e começo a preparar novos curativos para disfarçar a dor.


Talvez um dia alguém descubra a cura desse mal.
Quem sabe surja alguém capaz de ajudar a limpar o baú velho e usado.
Para ser sincera, me basta um pouco de fé no impossível e provas de que milagres existem!


Tassya Bastos.

Um comentário:

Jennifer Karolyne disse...

Sempre nos voltam as lembranças do passado... Mas na maioria das vezes, o que realmente importa é que é apenas passado, e o presente nós é que decidimos como será.
Estou seguindo seu blog e ficaria muito feliz se você pudesse seguir o meu blog também!
Fique com Deus e uma ótima sexta-feira, beijinhos!

http://jennifer-karolyne.blogspot.com