11 novembro 2011




Faz tanto tempo que não atualizo que já estou me sentindo relapsa. 

Já perdi as contas de quantos textos em rascunho possuo no arquivo desse blog. São textos iniciados, alguns terminados, outros corrigidos e criticados (por mim), alguns que eu simplesmente achei pessoal demais para torná-lo publico, outros tão subjetivos e sem pé nem cabeça que simplesmente achei melhor ignora-los e não publica-los.

Mas por que não os deleto?
São como filhos. Criações únicas. Tenho ciumes e amor por cada um dos textos que fiz. 
Todos tem muito de mim, da minha história, do meu dia, das minhas horas.
Gosto de simplesmente procurar em cada um deles a coragem que me faltou, ou a audácia exagerada na hora inesperada.

As pessoas não precisam nem se dar o trabalho de me julgarem, a não ser que queiram se arriscar ou simplesmente se divirtam praticando um esporte tão inútil quanto esse (tsc, vai saber!).]
Sou complexa. Não existe uma fórmula que possa me definir. Eu me dou o direito de mudar sempre que quero. Assim como escolho manter aquilo que acho imutável em mim.
Posso me vestir de cor de rosa e quase parecer uma boneca de pano com cheirinho de morango quando estou afim. Mas não se surpreenda se me encontrar com um vestido preto colado, um salto agulha tamanho 15, cabelos soltos, olhar marcado e um perfume que cheira a pecado.
Nada me define, a não ser meu nome, meu estado civil e talvez a genética que carrego dentro de mim. 

Por isso, quando eu sentir saudades de como eu era, sempre terei um pouco do que fui gravado nos arquivos do meu diário. 
E quem sabe, escrever sobre o que sou me ajude a entender porque está sendo tão difícil definir o que eu quero ser.
Vai saber... 
A unica coisa que eu espero de mim é nunca parar de escrever!


Tassya Bastos.

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