05 maio 2011


“Nenhuma pessoa é lugar de repouso”

Um tempo atrás era mais simples escrever. As frases vinham prontas e soltas, eu só precisava ter paciência para acompanhar a velocidade com as quais elas surgiam e se reinventavam. As coisas hoje estão diferentes. Inspiração não me falta, o que não sobra é paciência.
Porém, eu gosto de contrariar, gosto de perturbar meu psicológico fazendo com que ele trabalhe contra e a favor de si próprio. Pode soar maluco ou esquisito, mas é um exercício de auto paciência. Afinal de contas, quantas vezes você não sentiu uma vontade incontrolável de se atormentar? Se é que não o fez! É quase como brincar de pique esconde sozinho, pode parecer vazio e entediante, mas não é.

Lendo e refletindo sobre a frase de Nei Duclós, percebi que em vários momentos de nossas vidas nos transformamos em “casas de repouso” para as outras pessoas e nós mesmos.
Triste pensar assim ou chegar a essa conclusão, mas reflita: Quantas vezes você não sentiu que determinada pessoa só estava ao seu lado porque você transmitia tranquilidade, harmonia e disponibilidade? Quantas vezes você recusou novos desafios porque já estava acostumado com o ritmo diário?

Quando você limita seu mundo, você limita as possibilidades de ser feliz de verdade. Não são necessárias mudanças drásticas e precipitadas, basta simplesmente começar quebrando a rotina. Faça isso sozinho, ou com mais pessoas. Mude o jeito de arrumar o cabelo e tente evitar manias. Torna-se uma pessoa ocupada, quem quiser sua companhia vai precisar avisar com antecedência, pois seu lugar não será mais trancado dentro de um quarto com a TV ligada. Escute novos estilos de música, assista a filmes que façam seu coração acelerar sem que no final você se sinta carente e deprimido. Dance! Dance de deixar o corpo molhado e os cabelos encharcados de suor. Estude sobre tudo que lhe desperte curiosidade, leia qualquer coisa que atraia seus olhos para si.
Aprenda a ser interessante. Aceite ser diferente.


Eu poderia até me transformar em um lugar de repouso, mas as pessoas teriam que se acomodar no infinito labirinto de cômodos e instalações que existiria... Ah, sem dúvidas que no centro eu estaria!

Tassya.

Um comentário:

siça ramos disse...

ADOREI O QUE VOCE ESCREVEU, ACHO QUE É ISSO MESMO, TEMOS QUE SER MAIS PRA FRENTE, SENTIR O PRAZER DE NOS ARRUMAR-MOS PARA O TRABALHO, A ESCOLA ENFIM, SENTIR VONTADE DE VIVER........