19 dezembro 2011

Ao revoir...


Sabe aquela antiga sensação de querer jogar tudo para o alto???
Saudades de risadas altas, madrugadas intermináveis, piadas internas e a sensação de que ninguém poderia abalar meu mundinho.

Eu devia ter construídos muros altos e fortes como havia me prometido... Ficou para próxima.
Será que é possível se enganar tantas vezes seguidas??? A resposta para essa pergunta já me foi dada há tempos, mas a teimosia existente me faz insistir sempre mais uma vez.
A verdade é que o cansaço já tomou conta, e a bem da verdade, a  fé no impossível foi tomar um chá com a saudade.
Eu devo estar em processo de  desequilíbrio emocional. Na verdade, estou começando achar que o equilíbrio emocional está voltando novamente.
Isso é bom???
Não sei
Depende
Pra quem?

Tudo começa a não fazer sentindo quando o repertório musical começa a mudar, as noites não parecem tão solitárias assim (a não ser pela ausência de luzes, pulseiras vips e open bar), os vestidos voltam a encurtar, os saltos começam a subir e a vontade de mandar tudo a m**** é 1000 vezes mais instigante que tomar um sorvetinho no domingo de tardinha.

Estou começando a não sentir saudades
Estou começando a voltar sentir saudades

Acho que o mistério está escondido nas mentiras que não foram contadas. Talvez se eu volta-se atrás e procura-se por elas... Não, esquece. Além de ser tarde demais eu também não quero mais.
...
Parei de escrever, fiquei um pouco pensativa (novidade?) e por incrível que pareça dessa vez não chorei.
A risada veio fácil quando pensei no que antes doía e hoje me faz enxergar quantos murros eu dei atoa.
Felizmente estou conseguindo exorcizar os sentimentos. Nem sei se vai sobrar alguma coisa. Eu acho que ainda posso me machucar mais se eu quiser. Mas, eu quero?
Eu devo ser uma idiota por ainda me preocupar, sonhar e desejar. Minha sorte que a validade está quase vencendo e logo logo nada mais vai surtir efeito.
O triste é saber que quando for tarde demais eu vou ganhar o que passei desejando por algum tempo.
Mas, a dor não será mais minha!

Que alivio. Talvez eu já devesse desejar sorte e vida longa.
Mas vou deixar que cada um resolva e cuide de suas próprias feridas.
Hoje eu só posso me ocupar de mim.
A verdade é não estou me preocupando com mais nada.
Na verdade tudo está muito divertido e começando a fazer muito sentido!
Boa sorte para quem segue, agradeço a companhia, mas dá licença que é a minha vez de sentar na janelinha!

 Tassya Bastos.        

17 dezembro 2011

Trilha Sonora


Tenho andado distraída, impaciente e indecisa.
Ainda estou confusa, só que agora é diferente. Tô tão tranquila e tão contente!
Quantas chances desperdicei.
Quando o que eu mais queria, era provar pra todo o mundo que eu não precisava provar nada pra ninguém.

Me fiz em mil pedaços pra você juntar e queria sempre achar explicação pro que eu sentia.
Como um anjo caído, fiz questão de esquecer que mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira.
Mas não sou mais tão criança a ponto de saber tudo.
Já não me preocupo se eu não sei porquê.



Às vezes, o que eu vejo  quase ninguém vê.
E eu sei que você sabe quase sem querer, que eu vejo o mesmo que você.

Tão correto e tão bonito, o infinito é realmente um dos deuses mais lindos.Sei que às vezes uso palavras repetidas, mas quais são as palavras que nunca são ditas?


Me disseram que você estava chorando, e foi então que percebi como lhe quero tanto.



Já não me preocupo se eu não sei por que.
Às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê.
E eu sei que você sabe quase sem querer, que eu quero o mesmo que você.

(Quase sem Querer - Renato Russo)

15 dezembro 2011

Existem lembranças que não deveriam ser resgatadas. Elas fazem com que os piores sentimentos voltem com a mesma força que surgiram tempos atrás.
A necessidade de descobrir um erro, solucionar um enigma e saciar uma duvida, sempre faz com que você relembre momentos que deveriam ter morrido dentro de você.


Vira e mexe me pego revirando o baú de velharias. É um sentimento quase masoquista querer tocar numa ferida que me causou tanta dor.
Entretanto, de vez em quando estou lá, arrancando os curativos e derramando álcool em cima de cada ferida exposta. Ironicamente, eu já me preparo para dor e simplesmente aprecio a possibilidade de testar os meus limites e tentar sufocá-la.
Sinto-me como se quisesse gritar para o mundo que a ferida ainda lateja, que ela ainda está inflamada e que a cura está longe de ser descoberta.
As lembranças me atingem como um vapor quente e seco. Tento conter lágrimas e esconder meus medos, mas acabo lembrando que sou fraca e me deixo ser guiada por sentimentos que já conheço bem.


A raiva, o medo, a tristeza, a decepção, a angustia... Tudo vem acompanhado de uma dose caprichada de mágoas e incertezas.
A dor é tão forte que extrapola os limites do emocional, ela se torna física.
Começo a me arrepender das decisões tomadas, das escolhas feitas e das palavras ditas. Todavia, me vejo no mesmo lugar comum e começo a preparar novos curativos para disfarçar a dor.


Talvez um dia alguém descubra a cura desse mal.
Quem sabe surja alguém capaz de ajudar a limpar o baú velho e usado.
Para ser sincera, me basta um pouco de fé no impossível e provas de que milagres existem!


Tassya Bastos.

07 dezembro 2011

Onde a verdade mora???


Anota aí o endereço, porque eu não vou repetir novamente.
A verdade mora exatamente no local onde você perdeu o respeito!
Por isso, dê meia volta, vá procurar o respeito perdido e aproveita e tome um chazinho com a verdade.


Ninguém nunca disse que ser honesto iria transforma a sua vida em um mar de rosas. Nunca afirmaram que a verdade não faz chorar e alivia as dores. Também não te garantiram que sendo verdadeiro iria atrair somente pessoas verdadeiras! Mas, posso afirmar que a verdade trás uma coisa que você não encontra em nenhum outro lugar:Consciência tranquila.
A mentira só acumula mágoas, coleciona cicatrizes e convive com a desconfiança. O perdão só consegue andar ao lado da mentira quando ela desiste de lutar, levanta a bandeirinha branca e chama a verdade para ajudar a limpar os ferimentos.

Existe uma frase que diz: "Quem usa muito a palavra desculpa, não conhece a palavra respeito".
Quantas vezes você é capaz de perdoar uma pessoa? Quantas vezes você é capaz de acreditar em uma pessoa?
Quem mente e está acostumado com o perdão, não conhece o respeito e nem a insegurança. Não sabe o quanto é duro querer perdoar e esquecer, mesmo sabendo que logo será novamente ferido. Que vive da mentira esqueceu que ela é feita de pequenos e grandes erros, uma hora ou outra a verdade consegue soltar as amarras que a prende.
Sinceramente, não sei de quem tenho mais pena. Se é daquele que vive com a mentira ou de quem sofre com a mentira. Porque quem vive com ela nunca será verdadeiramente feliz, nem verdadeiramente amado. Nunca vai conhecer os prazeres de olhar nos olhos de alguém, dizer que a ama e ser acreditado. Jamais vai saber o quanto é maravilhoso merecer a confiança de quem se ama.

Só um aviso:
"Não vai demorar muito. Ela vai se cansar!
Suas desculpas não vão funcionar e nem seus beijos vão surtir efeito.
Ela vai se levantar e enxergará um horizonte de possibilidades.
Vai começar a te esquecer, e suas mentiras não vão mais machucar, ao contrário, vão afastá-la de você.
Vão surgir pessoas que mostrem pra ela o tempo perdido, as lágrimas gastas e os machucados feridos. Essas mesmas pessoas vão oferecer abrigo, conforto e curativos!
Ela vai se despedir de você com saudades do que poderiam ter sido, mas o arrependimento nunca fará parte do seu dicionário. Pois ela sabe que não se pode casar com a mentira, nem se é feliz sendo refém da ilusão.
Ela quer andar de mãos dadas com a verdade, dormir do lado da honestidade e brindar a vida com a Fé jamais perdida."

Caso se importe, o endereço está lá em cima. Não tropece do meio do caminho e nem desista de provar o chazinho.

Tassya.

Etc.


Queria poder chegar aqui e falar exatamente tudo o que estou pensando. Porém, a sensatez me faz avaliar e controlar as palavras.
Tudo na minha vida é assim. Estou sempre me "podando", me colocando limites. 
Isso não é uma qualidade quando você percebe que tanto auto-controle só te faz ficar presa a uma ilusão. As pessoas mentem tão fácil. Mascaram as verdades. Olham nos teus olhos, dizem o que você quer escutar e não o que realmente pensam.
Um dia vou encontrar pessoas iguais a mim, que queiram construir relações baseadas na verdade e honestidade. Até lá eu vou criando coragem para deixar de lado esse "meu jeito" de ser, que até o exato momento só me trouxe cicatrizes e feridas abertas.

Isso é apenas um desabafo, no único lugar onde sei que me permito florescer!

29 novembro 2011

Luto

Meu amigo, filho, irmão, companheiro... Meu cachorrinho mais lindo, morreu na manhã de ontem (28/11/2011). 
A dor é imensurável.
Nero, mamãe te ama!


"Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche."
(Martha Medeiros)

16 novembro 2011



  

Tô feliz!
Tô empolgada pra caramba!!
Genteee, me segura que a ansiedade está me matando!
Amanhã faço a prova teórica para tirar a habilitação.
Aiiiiiin, que nervoso!!!!

Pra ajudar, me colocaram no primeiro horário.
Isso significa que euzinha terei que madrugar... Provitcha às 7h. 
 Senhor me ajude!

Eu tô que tô, minha gente.

Quero aproveitar e agradecer as visitas, ao carinho que venho recebendo através de email, recados ou somente por quem chega aqui no meu espacinho, lê meus textos, se identifica e segue seu dia um pouco mais inspirado!
Obrigada de verdade!
Vocês estão me fazendo ter vontade de escrever cada vez mais e manter esse blog sempre atualizado.

Beijos, 
Tassya.

11 novembro 2011

Por você!



"Apaixone-se por alguém que te curte, que te espere, que te compreenda mesmo na loucura, por alguém que te ajude, que te guie, que seja teu apoio, tua esperança. Apaixone-se por alguém que volte para conversar com você depois de uma briga, depois do desencontro, por alguém que caminhe junto a ti, que seja seu companheiro. Apaixone-se por alguém que sinta sua falta e que precise de você. Não apaixone-se apenas por um corpo ou por um rosto, ou pela ideia de estar apaixonado."
(Autor desconhecido)


Conclusão: Apaixone-se em primeiro lugar por você!



Faz tanto tempo que não atualizo que já estou me sentindo relapsa. 

Já perdi as contas de quantos textos em rascunho possuo no arquivo desse blog. São textos iniciados, alguns terminados, outros corrigidos e criticados (por mim), alguns que eu simplesmente achei pessoal demais para torná-lo publico, outros tão subjetivos e sem pé nem cabeça que simplesmente achei melhor ignora-los e não publica-los.

Mas por que não os deleto?
São como filhos. Criações únicas. Tenho ciumes e amor por cada um dos textos que fiz. 
Todos tem muito de mim, da minha história, do meu dia, das minhas horas.
Gosto de simplesmente procurar em cada um deles a coragem que me faltou, ou a audácia exagerada na hora inesperada.

As pessoas não precisam nem se dar o trabalho de me julgarem, a não ser que queiram se arriscar ou simplesmente se divirtam praticando um esporte tão inútil quanto esse (tsc, vai saber!).]
Sou complexa. Não existe uma fórmula que possa me definir. Eu me dou o direito de mudar sempre que quero. Assim como escolho manter aquilo que acho imutável em mim.
Posso me vestir de cor de rosa e quase parecer uma boneca de pano com cheirinho de morango quando estou afim. Mas não se surpreenda se me encontrar com um vestido preto colado, um salto agulha tamanho 15, cabelos soltos, olhar marcado e um perfume que cheira a pecado.
Nada me define, a não ser meu nome, meu estado civil e talvez a genética que carrego dentro de mim. 

Por isso, quando eu sentir saudades de como eu era, sempre terei um pouco do que fui gravado nos arquivos do meu diário. 
E quem sabe, escrever sobre o que sou me ajude a entender porque está sendo tão difícil definir o que eu quero ser.
Vai saber... 
A unica coisa que eu espero de mim é nunca parar de escrever!


Tassya Bastos.

08 novembro 2011




Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava.Você é os nervos a flor da pele no vestibular, os segredos que guardou. você é sua praia preferida, Garopaba, Maresias, Ipanema. Você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai. Você é o que você lembra.

Você é a saudade que sente da sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora. Você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas. Você é o que você chora.

Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa. Você é o pelo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta. Você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta. Você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo. Você é o que você desnuda.

Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar. Você é o desprezo pelo o que os outros mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá. Você é aquele que rema, que cansado não desiste. Você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta. Você é o que você queima.

Você é aquilo que reinvidica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta. Você é os direitos que tem, os deveres que se obriga. Você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca. Você é o que você pleiteia.

Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê.

(Martha Medeiros)

07 setembro 2011

Andar com fé eu vou...




A espera é angustiante, você fica na fila durante horas esperando pelo grande momento que terá o mesmo privilégio que outras pessoas tiveram, de viver a incrível emoção de estar nas alturas, bem longe do chão, quase tocando o céu.

Sua vez se aproxima e você começa escolher a cor do carrinho que irá se sentar. Afinal, não pode ser qualquer um, tem ser aquele especial. Um que te passe segurança, que não esteja enferrujado ou com marcas de outros passeios. Talvez um bem colorido, ou quem sabe um discreto, assim não desviará sua atenção do passeio.
Pronto, sua vez chegou!
Você sobe as escadas, entrega seu ingresso, escolhe o carrinho, aperta os cintos e deseja-se “Boa viagem”, sabendo que logo estará no topo, mas tendo a certeza que a descida não demorará a vir. Só resta torcer para sorte estar ao seu lado, esperando que o maquinista pare a grande roda gigante nas alturas quando o seu carrinho estiver lá em cima, pois dessa forma você poderá aproveitar mais das sensações incríveis de se sentir fora do chão.


Eu poderia estar falando somente da roda gigante, porém a vida consegue ser exatamente desta forma.
Uma hora as coisas parecem estar transcorrendo em completa harmonia, tudo é belo e divertido, você deseja que nunca acabe. Porém, "alguém" decide que sua vida está muito boa e tranquila, e decide jogar um pouco de água fria nessa felicidade toda, te fazendo acordar e encarar a realidade.

A questão é: Você levanta do carrinho e vai embora deixando para trás toda a mágica e encantamento que está por vir, por medo dá próxima descida? Ou resolve ficar e segurar com todas as suas forças o lugar que você escolheu com todo cuidado nessa enorme Roda Gigante?

A verdade é que se você desiste de um sonho ou de algo que te faz feliz, você também está desistindo de si próprio. É extremamente gratificante, e às vezes consolador, perceber que tudo que poderia ter sido feito para dar certo você fez!

Portanto, agarre-se com força e coragem. Acredite na sua verdade. Proteja os seus sentimentos e não esconda as suas emoções.
Chorar alivia e sorrir transforma.
Você não ficou em pé numa fila quilométrica durante horas, esperando sua vez de ser feliz, para desistir na primeira parada ou descida.
A Roda Gigante gira, e é justamente aí que mora toda a diversão escondida.
Boa sorte!


By Tassya Bastos.

24 maio 2011

Sem rumo, sem intenção.




"A leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde." (André Maurois)


Quem me conhece sabe que literatura é meu forte. Independente de qual lado eu me encontre, seja como leitora ou escritora.
Porém, preciso confessar que me considero muito melhor como leitora. Adoro ler e me perder nas páginas de um livro. Tornou-se um vício!
Não posso visitar livrarias que tenho que sair com pelo menos um livro dentro da sacola, além de carregar no rosto um sorriso quase infantil.

Os sintomas desse vício literário são tão graves, que eu acabo me tornando intima dos personagens. Então, não se surpreenda se me pegar rindo, chorando ou completamente desligada do mundo ao redor enquanto estou lendo. Consigo me desprender de qualquer coisa quando estou mergulhada em páginas e letras impressas. Ao ler um livro, eu me liberto de preconceitos e “achismos”, permitindo-me conhecer e explorar um mundo que só pertencia, até então, na mente de outra pessoa: O escritor!
Vai ver esse é o verdadeiro significado da literatura, fazer com que o leitor conheça estórias que somente a sua imaginação pode criar.
Toda essa liberdade me fascina!

Precisamos desmitificar a ideia que um livro é somente um amontoado de papéis.
Quando tenho um novo livro em mãos, sigo um ritual quase exagerado. Gosto de analisar a capa, pois ela me permite uma leitura prévia de tudo que será apresentado. Leio o título, a descrição do autor, a sinopse... Ok, eu sei. Parece loucura, mas não é! O nome disso é paixão.
Amo me encolher entre travesseiros e lençóis acompanhada de um livro recheado de emoções. A imaginação não tem limites!

Caso você seja louca como eu, irá entender o seguinte ponto de vista: Nenhum filme nunca conseguirá ser fiel e encantador, quanto o livro do qual a história foi adaptada.
Sério, já tentei assistir vários filmes que traziam a história do livro para as telas e detestei!
Acho fundamental que a pessoa leia o livro antes de assistir o filme. Assim, poderá criar em sua mente todo o cenário, os personagens e conhecer a estória completa, sem edições. Conhecerá a estória da forma que o autor quis apresentar-lhe, sem intervenções.
Talvez seja por isso, que também adoro escrever. É a mágica de viver outras vidas e conhecer outros lugares, sem ao menos sair do lugar.

Quero agradecer imensamente cada pessoa que visita esse meu espaço e se permite guiar através da minha imaginação. Obrigada pelo carinho e respeito!
Para uma leitora metida à escritora, 1000 visitas é um grande número alcançado.

Beijos e deixem-se guiar...

Tassya.

20 maio 2011

Perfeitos Estranhos



Vocês se conhecem, ficam juntos, se apaixonam, decidem namorar e por algum motivo que não vem ao caso agora, o amor acaba.

Na verdade, nem sempre que um relacionamento chega ao fim, significa que o amor acabou. Pelo contrário, às vezes é exatamente com o fim de um relacionamento que você percebe o quanto, verdadeiramente, ama aquela pessoa. Porém, um relacionamento não é construído somente por momentos bons e por mais que você goste dele, o fim do relacionamento é inevitável.

Independente do tempo que ficaram juntos, todo casal cria um grau de intimidade que se torna a identidade deles. Um relacionamento jamais será igual ao anterior, pois se trata de outra pessoa construindo uma nova história com você.
Os apelidos, as brincadeiras, os carinhos, os lugares preferidos, os passeios, as famílias, e até mesmo os amigos, são diferentes de alguma forma. Tudo é construído a partir das características que cada um acrescenta ao relacionamento. As experiências são vividas de acordo com a maturidade do casal e compatível com o momento de suas vidas.
 Afinal, não adianta querer um namoro de adolescentes no colegial, quando se tem mais de 20 anos de idade, um monte de responsabilidades e compromissos que a vida de adulto impõe diariamente. Por esse motivo, não se iludam! Ninguém continua da mesma forma depois que um relacionamento termina. A bagagem é grande e pesada, é necessário se fortalecer para poder carregá-la.

Tanto blábláblá só para dizer que é super normal você reparar que seu ex está “diferente”.
A música que ele odiava, agora é ouvida no volume máximo dentro do carro. O show que você era doida para ir e ele barrava, agora depois de solteiro, está comprado desde o inicio da divulgação. Detalhe: O camarote!
Você ficou sabendo que ele passou a comer comida japonesa, assistir a filmes românticos com uma piriguete qualquer, ir à boate justamente na noite que o DJ só toca funk e para completar, ele ainda dançava a noite inteira descendo até o chão.
Filho da mãe!!!
Se fosse só isso, ok! Porém, o dito cujo mudou o estilo de se vestir, passou a andar esquisito e a última vez que você falou com ele, por acaso, sem querer, nada planejado, até a voz dele estava mudada.

Pois é, um completo estranho. Você ainda se pergunta o que te deu na cabeça para se interessar por ele! Você ainda se pergunta o que te faz ainda gostar dele!
Bom, não existe fórmula pronta para o esquecimento. Tipo: tomou, passou!
Até porque se você ficar pensando nisso, estará pensando nele e de certa forma alimentando esse amor bandido que ainda carrega no peito.

Eu sugiro mudanças... Simples assim!!!
Porém é necessário coragem, um pouco de dinheiro e amigas solteiras animadas para fechar o pacote.
Compre roupas novas, mude o visual, saia de casa nem que seja para ir à casa da sua amiga comer brigadeiro de panela e assistir “Ghost - Do outro lada da vida”. Vá a festas, shows e micaretas somente para se divertir. Nada de sair querendo ficar com qualquer um! Valoriza-se. Passe a se conhecer melhor e conhecer mais pessoas. Aumente o círculo de amizades, conheça novos lugares, aprenda a fazer alguma coisa que sempre teve curiosidade. Estude mais, trabalhe mais e cuide mais de você!

Você pode até não reconhecer o carinha que até um tempo atrás vivia lado-a-lado com você. Mas quem disse que você quer continuar levando a mesma vidinha?
Sem contar que vai ser maravilhoso, assistir de camarote a reação dele quando te encontrar. Duvido que ele não vá ficar curioso para conhecer a “nova você”!

Tassya.

______________________________________________________________

Gente, caso queiram mandar sugestões, elogios ou críticas, enviem um e-mail para: tassya.bastos@gmail.com. Estarei lendo e respondendo.
Obrigada pela visita! ;)


Tenham um ótimo final de semana!

19 maio 2011

Amiga da Noiva



Qual mulher não sonha em se casar?

Um vestido branco, tratamento especial digna de princesa, todas as atenções voltadas para ela e um homem apaixonado com cara de bobo esperando no altar.

Seria lindo e perfeito se tudo se resumisse nas duas linhas escritas acima. O que poucas sonhadoras sabem, é que casar é difícil pra caramba. Um tiro no escuro! Nunca casei, nunca fui noiva, nunca planejei um casamento. Porém, já participei dos preparativos de pelo menos três, a parte mais complexa e desgastante de todo o evento. Fui convidada para ser madrinha, mas não me colocava em um pedestal, eu fazia (e faço) questão de descer do salto e colocar a mão na massa... Literalmente!

Já ajudei a escolher o vestido certo que valoriza-se a noiva faltando somente duas semanas para o casamento. Já participei do orçamento, das contas e cuidei até da agenda de pelo menos duas noivas. Ajudei na confecção das lembrancinhas, dos docinhos e até dos bem-casados (eu disse que colocava a mão na massa). Já escrevi em convites e dei ideias que pudessem ajudar na hora da escolha da decoração. Maquiei a noiva no dia do seu casamento. Sem contar as inúmeras noites em claro que passei tentando resolver a disposição das mesas, conferindo a lista de convidados/convites entregues e escutando o desabafo desesperados das minhas amigas noivinhas.

O melhor de tudo é participar de um sonho que não é meu. É poder ajudar na hora de realiza-lo, fazendo com que elas curtam o momento, fiquem calmas e até se divirtam! É poder hoje olhar para trás e perceber que na época eu aprendi muito com elas, mas também ensinei. É um laço de amizade que só cresce e fica mais forte. É ter a certeza que participei de verdade de um momento especial de suas vidas, que fui muito além de amiga/madrinha, eu fui companheira e irmã.

A emoção de assistir a entrada delas na Igreja é inexplicável. É um orgulho tão grande que o coração parece que faz parte da orquestra. É olhar nos olhos de cada uma, enquanto passam lindas e majestosas pelo tapete que as conduzem para uma nova realidade, e enxergar neles o agradecimento e a cumplicidade!

Para realizar esse sonho elas precisaram correr contra o tempo, suar a camisa, pesquisar preços, organizar o dia, cuidar da pele e do corpo, pensar na casa que tem que ficar pelo menos habitável, se despedir da casa que foi só sua e dar boas-vindas para a nova vida que se inicia. Tudo isso é muito cansativo e desgastante... E sinceramente, não sei se quero me casar tão cedo, pois fui conhecendo a realidade por trás do sonho. Porém, fiquem tranquilas, o sonho ainda vive aqui dentro de mim e um dia também desfilarei pelo tapete e como presente de casamento quero encontrar todas me esperando lindas no altar.

Tenho imenso orgulho de ser amiga e madrinha das mulheres mais espetaculares que já me foram apresentadas. Faço votos de eterna felicidade e prosperidade!
Saibam que se um dia precisarem de uma madrinha que saiba trocar fraldas, fazer mamadeiras e colocar para dormir, também estarei a disposição dos filhotes de vocês.

Amo muito cada uma!
Para as afilhadas presentes e futuras.

Tassya.

18 maio 2011




Nada é para sempre... (Continuação)


Quando você o conheceu achou interessante o cabelo bagunçado, a mania de chicletes e a forma como ele dirigia o carro, sempre parecendo estar nas gravações de “Velozes e Furiosos”. Ele fazia todo mundo rir e parecia conhecer todo mundo. Levava você para todos os lugares e você adorava se sentir parte daquilo... Parte do dia dele.
De repente ele não era somente uma companhia agradável, ele havia se tornado o motivo pelo qual qualquer programa feito em sua presença se tornava o melhor. Era maravilhoso andar do lado dele, pois não havia um só momento que ele a soltava. Não eram necessárias palavras, com o olhar ele entendia o que você queria.
Ele ligava no meio da semana e no meio do dia também. Dava um jeito de se manter presente em qualquer coisa que você pudesse ter acesso. As conversas no MSN eram frequentes e ele parecia só ter atenção para você, no celular as ligações não tinham tempo determinado para acabar e quando você achava que nada mais podia surpreendê-la, ele arrumava um jeito de inventar!

Como mágica o príncipe resolveu virar sapo.

Você não consegue explicar em qual momento percebeu que mudanças haviam acontecido, mas classifica-las parecia ter se tornado seu “hobby” preferido, pois as citava com uma clareza incrível. Não havia mais romance e nem atenção exclusiva. Ele achava normal te excluir de programas que incluíam os amigos, não ligava para dizer que estava indo se “distrair”, e simplesmente agia como seu melhor amigo quando estava com a turma junto. Por outro lado, ele cobrava que você continuasse a mesma garota do inicio do namoro. Entretanto, você já havia se cansado de falar e reclamar. O melhor a fazer foi ignorar e praticar o desapego.

Parece fácil delimitar emoções, porém quando o sentimento é forte é quase impossível fazê-lo. Você tenta passar por cima dos erros, dos defeitos e das várias tentativas de irritá-la.
Consegue contar detalhadamente os diversos furos e mancadas que ele cometeu. Como no seu aniversário. A galera reunida na praia, em pleno verão, tentando improvisar um luau e o louco desiquilibrado do seu namorado, só se lembrava de que tinha álcool e o restante da turma pra fazer a festa, pois nem se lembrou de que era o seu aniversário. Complicado mesmo foi engolir o bêbado tentando te fazer sorrir, levando a crer que a chata e inconveniente naquele momento era você. Se você pudesse voltar no tempo deixava o cretino passando mal sozinho a noite toda...

Hoje, um ano depois, o aniversário de namoro de vocês chegou.
Como era de se esperar ele não se lembrou. Te ligou quase em cima da hora, avisando para você se arrumar pois iriam a uma festa. Você desliga o telefone com uma lágrima presa na garganta, mas se recusa chorar. Se arruma, coloca o perfume que mais gosta e faz uma maquiagem que te faz sentir saudades da época de solteira.
Ele para variar chega atrasado, para o carro e buzina... Antigamente ele descia do carro e te esperava em pé no portão, sempre com um elogio pronto na ponta da língua.
Você entra no carro, cumprimenta com um selinho e repleta de esperança no coração espera que ele se lembre do dia de hoje. Sim, ele lembrou!

- Parabéns!
- Oi?
- Ué? Hoje não é o dia do nosso aniversário de namoro?
- Sim!
- Então... Parabéns!
- Parabéns...
Foi assim, com esse diálogo que aconteceu a cena mais romântica da noite.

Depois foi fácil virar para o lado da janela e começar a contar até um milhão, torcendo para que nenhuma lágrima descesse e que o imbecil do seu lado tivesse uma concussão. Durante todo o trajeto ele continuou o seu antigo repertório de gracinhas e piadinhas, colocou uma música para não ser obrigado puxar assunto e etc.
Na festa, como já era padrão, ele preferia ficar do lado dos amigos, confraternizar com as outras meninas e de vez em quando olhar na sua direção. Você, também não ficava atrás, já havia se adaptado as novas condições e há algum tempo tinha aprendido a se divertir sozinha... Não contava mais com a presença dele para tentar te fazer sorrir. A sua felicidade voltava a ser responsabilidade somente sua. Como sempre deveria ter sido!

Naquela noite ele havia tomado uma decisão. Chamou para ir embora mais cedo e ainda sóbrio, o que te assustou um pouco. Manteve-se calado e em silêncio durante todo o caminho de volta para casa. Você tentava aliviar o clima dentro do carro, mas percebeu que nada adiantaria. Portanto, preferiu manter-se concentrada a não chorar ou lamentar. Os olhos dele vez ou outra procurava por uma reação sua, mas nada no mundo iria fazer com que você fraquejasse.
Ele terminou de maneira fria e definitiva. Você não ousou tentar fazê-lo mudar de ideia, porém há muito tempo tinha abandonado a armadura e agora chorava silenciosamente dentro do carro.

Ao invés de palavras, você fixou o olhar naquele rapaz que um dia te fez acreditar em milagres, no improvável e no irreal. Com um vazio concreto no coração, você desceu do carro, se despedindo do sonho. Mas com o peito cheio de paz, você sabia que agora ia começar a viver realidade que sempre desejou.


Tassya.

____________________________________________________

Oi gente! Bom, é importante ressaltar que não tomei partido de nenhum lado, apenas transferi para o texto as versões que me foram contadas. Aproveito para informar que teremos “Cenas dos próximos capítulos”!
Beijo.

17 maio 2011




Nada é para sempre...


No começo ela é interessante, sensual e flexível. Você se surpreende em perceber que novamente está pensando em alguém, e fica impressionado quando sente saudades por apenas estarem alguns dias sem se ver. Ela telefona algumas vezes ao dia e isso não te incomoda, ao contrário, você também fica com vontade de ligar toda vez que pensa nela. Não existe programa entediante, cansativo ou desagradável, qualquer coisa que você sugerir, com certeza ela irá aceitar no ato! Ela é engraçada sem ser inconveniente, se veste adequadamente e o jeito que ela dança te deixa hipnotizado. O sorriso é sempre espontâneo e você não se recorda de ter escutado nenhuma gargalhada tão contagiante como a dela antes na vida. O modo como ela canta as músicas e olha para fora da janela do carro te faz crer que realmente aquela garota não existe.

Alguns meses se passam e você já está se perguntando por que resolveu oficializar o relacionamento. O verão está bombando, os amigos solteiros cheios de planos e você tendo que compatibilizar os finais de semana com a agenda dela. Você está doido pra encher a cara, correr feito doido na areia da praia e de quebra mergulhar de ponta no mar. Porém ela está regulando o álcool, controlando seus passos e perguntando a que horas a festa vai terminar. Você observa as outras meninas em volta e percebe que poderia estar mais bem acompanhado. Tenta arrancar sorrisos e salvar a noite, mas ela parece estar determinada a ficar emburrada e quem sabe até chorar. O grande problema é que você ainda gosta dela, por isso abraça forte a menina que antes era a melhor companheira do mundo e resolve, internamente, desculpá-la mais uma vez. Só mais essa vez...

Há um ano ela estaria falando alto dentro do carro, a mão dela estaria na sua coxa, os olhos não precisavam dos lábios para sorrir e o destino pouco importava, pois ela valorizada cada instante ao seu lado. Porém, hoje ela está sentada virada para a janela, com uma atenção muda e uma expressão vazia. Totalmente reclusa e indiferente a sua presença. Você tenta puxar conversa, mas ela está monossilábica e não demonstra nenhuma possibilidade de mudança. A sua vontade é dar meia volta e deixa-la em casa, mas você já sabe que ao fazer isso ela vai resolver falar e a noite com certeza vai acabar em discussão e brigas. O melhor então é ignorá-la e pensar na noite maravilhosa que você vai ter com o resto da turma.

Tudo parece no lugar quando ela não está ao seu lado, até ela parece agir da maneira com há qual um dia você foi apresentado a ela. De longe você percebe que ela sorri, canta, dança, mas se você é pego observando, ela dá um jeito de mudar a postura do corpo, esconder o sorriso e discretamente ficar de lado para você.

O que você fez de errado? O que aconteceu para dar errado? Cadê a garota que um dia você julgou ser a dos seus sonhos? A única coisa que você enxerga hoje é uma menina fresca, mimada, irritada, ciumenta, inconveniente, triste... Cadê os elogios? Cadê os pontos positivos?

Você decide chama-la para ir embora, a festa ainda está boa, a bebida tá rolando solta, mas é preciso acabar com isso logo. Ela te olha diferente como quem pressente que algo está para acontecer e dessa vez, definitivo! Vocês se dão as mãos, se despendem do pessoal e seguem calados para o carro. Durante todo o trajeto você deixa o silêncio dominar, tomar conta, nada de música alta pra aliviar o ambiente. Ela arrisca uns olhares para você, até comenta sobre a festa, mas desta vez quem não quer conversa é você.

O carro parece andar sozinho, como se já soubesse o caminho. Tudo tão normal, tudo tão superficial e rotineiro. E você que sempre achou que dessa vez a rotina não iria ser desculpa e nem motivo...

Agora é você que arrisca um olhar para ela, e percebe que ela está chorando ou quase. Prefere não comentar e nem consolar, o melhor ainda está por vir! A casa dela está logo em frente, mas você decide parar debaixo da árvore que um dia camuflou as madrugadas quentes dos dois. Desliga o carro e se vira para a menina que um dia sorria sapeca e pulava no seu colo. O silêncio continua e os olhares se prendem. Não existe paixão, somente tristeza.

Como começar?
- A culpa é minha...
- A culpa é sua...
- Nos erramos...
- Podia ter sido diferente...
Não importa como comece, a forma como irá terminar já está resolvido.

Ela desce do carro chorando e você vai embora com o rádio ligado. Não importa quem ela foi ou quem se tornou, você sabe que acabou de deixar para trás aquela que poderia ter sido...



Tassya.

Ps.: Texto inspirado na versão de um amigo sobre o término de seu namoro de 3 anos. No próximo post, teremos a versão da ex namorada. ;)

05 maio 2011


“Nenhuma pessoa é lugar de repouso”

Um tempo atrás era mais simples escrever. As frases vinham prontas e soltas, eu só precisava ter paciência para acompanhar a velocidade com as quais elas surgiam e se reinventavam. As coisas hoje estão diferentes. Inspiração não me falta, o que não sobra é paciência.
Porém, eu gosto de contrariar, gosto de perturbar meu psicológico fazendo com que ele trabalhe contra e a favor de si próprio. Pode soar maluco ou esquisito, mas é um exercício de auto paciência. Afinal de contas, quantas vezes você não sentiu uma vontade incontrolável de se atormentar? Se é que não o fez! É quase como brincar de pique esconde sozinho, pode parecer vazio e entediante, mas não é.

Lendo e refletindo sobre a frase de Nei Duclós, percebi que em vários momentos de nossas vidas nos transformamos em “casas de repouso” para as outras pessoas e nós mesmos.
Triste pensar assim ou chegar a essa conclusão, mas reflita: Quantas vezes você não sentiu que determinada pessoa só estava ao seu lado porque você transmitia tranquilidade, harmonia e disponibilidade? Quantas vezes você recusou novos desafios porque já estava acostumado com o ritmo diário?

Quando você limita seu mundo, você limita as possibilidades de ser feliz de verdade. Não são necessárias mudanças drásticas e precipitadas, basta simplesmente começar quebrando a rotina. Faça isso sozinho, ou com mais pessoas. Mude o jeito de arrumar o cabelo e tente evitar manias. Torna-se uma pessoa ocupada, quem quiser sua companhia vai precisar avisar com antecedência, pois seu lugar não será mais trancado dentro de um quarto com a TV ligada. Escute novos estilos de música, assista a filmes que façam seu coração acelerar sem que no final você se sinta carente e deprimido. Dance! Dance de deixar o corpo molhado e os cabelos encharcados de suor. Estude sobre tudo que lhe desperte curiosidade, leia qualquer coisa que atraia seus olhos para si.
Aprenda a ser interessante. Aceite ser diferente.


Eu poderia até me transformar em um lugar de repouso, mas as pessoas teriam que se acomodar no infinito labirinto de cômodos e instalações que existiria... Ah, sem dúvidas que no centro eu estaria!

Tassya.