28 outubro 2010



“Algumas coisas são verdadeiras, acreditando nelas ou não.” (Filme Cidade dos Anjos)


Acredita em anjos?
Essa pergunta me foi feita há um tempinho atrás. Na época eu esbocei um sorrisinho, olhei nos olhos da pessoa e percebi que ela estava realmente esperando uma resposta.
Eu respirei fundo e lhe respondi:
- Acredito, ué! Por que não acreditaria?
A pessoa muito espertinha sorriu de volta, balançou a cabeça e fez outra pergunta:
- Você poderia não acreditar... Por exemplo, aconteceu alguma coisa em sua vida que comprova a existência deles (anjos)?
Eu agi com indiferença, não respondi a pessoa e mudei de assunto. Porém, hoje eu vejo que deveria ter dado uma resposta aquela pessoa, deveria ter defendido a minha idéia e opinião, não deveria ter deixado dúvidas... Acontece que nem eu fui firme à minha resposta, não estava segura e não tinha certeza sobre aquilo. Faltou maturidade e personalidade.

Anjos existem e eu não os vejo com asas lindas e enormes, muito menos com uma luz divinal envolvendo-os. Os meus anjos, os que eu tenho fé que Deus colocou em minha vida, são aquelas pessoas que me olham nos olhos e já sabem quando preciso desabafar, aquelas que me abraçam e me fazem acreditar que tudo está resolvido, que em uma conversa conseguem arrancar sorrisos imensos de meus lábios.
Anjos são pessoas que encontramos em um ponto de ônibus, que sentam do nosso lado, puxam conversa e você vai para casa se sentindo leve.
Anjos são os amigos que estão sempre presente independente da distância. De longe, quilômetros de distância, eles escutam seu grito mudo de socorro e correm a sua procura.
Anjo é o seu animalzinho de estimação, que não fala, não abraça, mas escuta e encosta-se a ti. Com o seu silêncio se faz sábio e mostra que não importa o problema ou a dor, a felicidade e ou a vitória, não devemos gritá-las para o mundo, devemos guardá-las em silêncio e esperar pelo depois... Sempre existe um depois.

Anjos existem e estão espalhados por aí... Eles não se escondem do mundo e nem de você. É claro que tem pessoas no mundo que, de tão boas, têm sim algo de outro mundo. Temos anjos ao nosso dispor, e se quisermos incorporar um deles, é só querer. Mas querer por algum propósito, por alguém, não para suprir sua carência, não por falta de motivos pra viver.
E se você decidiu ser anjo então, ótimo. Nem que for por 5 minutos, seja o anjo de alguém. Bote no colo, ajude, dê aquela mão amiga, dê um pouco de amor incondicional, sem esperar nada em troca.
Acho que todo mundo tem um par de asas guardado no armário. Vamos lá então, tirar a poeira e usá-las de vez em quando. Pensar assim não faz mal a ninguém, e pelo que vejo, tem muita gente reclamando que anjos estão em falta.

Tassya.

Mas é claro que o sol vai voltar amanhã...




O que fazer quando você olha para lado e percebe que não tem ninguém ali?

Ninguém para escutar seu soluço enquanto uma lágrima cai dos olhos. Pior, você tem que chorar baixinho para ninguém escutar seus lamentos.
Aí fica claro que a solidão significa muito mais do que simplesmente "estar" ou "ficar" sozinha.

O celular está do meu lado, mas para que serve em um momento desses?
Ligar e se lamentar com a outra pessoa? Atrapalhar a vida alheia, só para dizer que o mundo é uma droga?
Eu não sei ser assim...

Quantos amigos você acha que possui? Quantas pessoas você realmente pode confiar?
Poucos, né!?
Um amigo não se importaria em receber uma ligação e te escutar chorar, não ligaria que você quisesse exterminar o mundo, ficaria do seu lado até o último lamento acabar... seria até capaz de proferir alguns palavrões só para elevar seu humor.

Amigos assim existem, eu sei... Eu sou assim!
Mas quando sou eu a ter que procurar e me lastimar nos ouvidos de um amigo, eu fujo... Escondo-me dentro de um quarto com portas trancadas e torço para que o sono venha rápido, mas ele nunca vem. A cama sempre fica fria ou quente demais, nunca é confortável ao ponto de dar abrigo e fazer relaxar. A cabeça não pára de funcionar e eu só desejo chegar a uma conclusão rápida.

No fim, quando não restam mais esperanças do celular tocar com alguém pressentindo que estou sozinha e precisando de ajuda, quando o cansaço é tanto que nem forças para continuar chorando existem mais... O sono vem.
A noite é sem sonhos, o dia amanhece mais cedo, a dor na cabeça relembra como foi à noite anterior. Olho ao redor e percebo que nada mudou. As decisões tomadas não servem para nada, as conclusões estão vagas e o melhor a se fazer é respirar fundo e esperar... esperar... esperar...

Vida que segue.

Tassya.




Uma caixinha de surpresas...

Começar um dia sem saber o que vai acontecer é a maior aventura na vida de uma pessoa.
Sim, existe a rotina diária – acordar, trabalhar, almoçar, trabalhar, casa, dormir – mas, na verdade onde estão às vírgulas deveriam estar enormes pontos de interrogação. Pois, na realidade, você espera que o seu dia siga o script da rotina normal, mas se isso realmente vai acontecer não depende de você.
Fazer planos é algo tão normal e habitual, mas eu deixei de fazer isso há algum tempo já. Não digo planos profissionais (esses inclusive, fazem minha cabeça dar um nó... são tantos), me refiro a projetos pessoais...

Sonhar? Ok, até tenho uns sonhos bonitinhos de vez em quando, mas deixei de colocar expectativas em cima deles, transformá-los em planos e ir atrás para realizá-los. Foram tantas provas de que “se algo” não depende só de você para se cumprir, melhor esperar o destino resolver e acertar tudo.
Deixar nas mãos do destino (futuro) é cômodo, prático e seguro. Você tira a responsabilidade de suas mãos e coloca em jogo a sua felicidade. É uma troca de favores e nem sempre é garantia do sucesso, pois é como se você deixasse o futuro profissional, por exemplo, nas mãos do acaso...
Mas quem é o “acaso”? Você deixaria o seu futuro profissional nas mãos de quem você nem conhece, nem sabe o rosto?
Pois é... talvez, seja mais fácil entregar a vida pessoal, algo sem muita importância, né!?

“O que tiver que ser, será”. Já tive tanta raiva dessa frase, até porque minha fase Xuxa –Lua de Cristal, já passou faz tempo... mas, nos últimos tempos tenho escutado tanto, que passou a fazer sentido.
Por isso, eu sigo os bordões que existem por aí: “Deixo a vida me levar”, “Deixar acontecer naturalmente”, “Devagar, devagarzinho”... etc.

Se sou feliz agindo dessa forma?
De que importa? É o destino que quis assim...

Tassya.

26 outubro 2010



“Diz, quanto custa o teu sorriso?”
Sinto informar, mas não está a venda.

Eu sou assim, não sei sorrir se tem lágrimas de tristezas presas em meus olhos. Não consigo fingir que o mundo é uma festa, que a angustia cabe em bolhas de sabão e como elas, simplesmente desaparecem. Não consigo mentir olhando nos olhos... Na verdade, não sei mentir.
Não sei ignorar pessoas que deveriam ser ignoradas, esquecer momentos que deveriam ficar esquecidos e seguir cantando uma bela canção...
Não sei não me importar. Se algo me incomoda, pode acreditar, vou dar valor aquilo e procurar superá-lo e não passar por cima. Eu sempre acredito que é nos momentos difíceis e conturbados, nos momentos de dúvidas e criticas que se esconde o meu amadurecimento.

Não estou aqui fazendo campanha do meu jeito de ser e nem dizendo que é assim que se vive... Não mesmo, longe de mim... Não sou tão boa assim.
Eu só acredito na teoria que eu acabei de inventar: O trator e o carro.

Os tratores são fortes, passam por cima de barreiras e empecilhos, sem se importar se estão deixando para trás destruição e restos. Porém são solitários, só cabe um passageiro e o vazio dentro deles. Não existe um radio para animar o dia/noite, só permanece o barulho insuportável que eles fazem por onde passam... Chamam atenção, mas nunca de um jeito bom. São tão brutos que ninguém chega muito perto, e não é por respeitá-los, mas sim por medo. Se acontecer algum defeito ou ele simplesmente não sair do lugar, me responde: Quem vai empurrar um trator?
Já os carros fazem mais o meu estilo, prefiro andar neles. Dentro de um carro cabem quantas pessoas você quiser, ou fizer caber... Com direito a músicas rolando no rádio, vidros abertos para entrar um ventinho, risadas e companhias.  Eles até podem passar por cima de quebra molas e buracos, vai sacudir tudo que tiver dentro, pode até machucar um pouquinho, talvez fure um pneu ou o carro dê um probleminha e pare de andar, mas por levar consigo muitos passageiros, sempre vai ter gente pra ajudar e mais alguns para torcer que tudo dê certo.

Eu prefiro ser um carro. Passar com cuidado ou até mesmo contornar os meus obstáculos. Sem precisar passar por cima de nada e ninguém. Sem evitar as lágrimas que surgirem no meio do caminho, tendo a certeza que se as minhas baterias acabarem ou meu motor cessar, sempre terá alguém do meu lado para ajudar na hora de levantar e/ou orar para eu melhorar. Quero levar muitas pessoas comigo, seja no coração, pensamentos, lembranças ou em busca do sucesso. Quero ser companhia agradável, segura e permanente.
Quero simplesmente poder seguir minha viagem tranqüila, levando comigo meus arranhões e cicatrizes, sabendo que sempre terá pessoas me esperando voltar, pessoas me esperando chegar e outras seguindo do meu lado, para onde quer que eu vá.

Vem comigo? 


Tassya.

25 outubro 2010


Eu descobri que tenho pressa...

Pressa de ser feliz, pressa de ver planos concretizados, pressa de realizar sonhos. Pressa de ver tudo funcionando como o combinado.
Pressa do verão, pressa dos sorrisos ensolarados nos rostos, pressa de pés descansados na areia quente da praia, pressa de sorvetes derretendo e virando sopa.
Pressa de domingos maiores e sem pressa.
Pressa de amigos ausentes presentes. Pressa da verdade.
Pressa dos beijos demorados, dos abraços apertados, das canções cantadas dentro do carro.
Pressa da cama desarrumada, do quarto bagunçado, de um dia agitado.
Tenho pressa ao longo do dia... Uma corrida contra o tempo. Uma pressa contraditória. Espero sempre que o dia acabe logo para algumas coisas, e que comece e dure muito tempo para poder realizar outras.

Só espero que o coração acalme, a mente encontre seu equilíbrio e que o corpo descanse em um ponto fixo... Que as tristezas evaporem junto com as lágrimas e que os sorrisos caibam numa moldura. Lembranças sejam organizadas e colocadas em caixas, onde eu possa guardá-las e só procurá-las em caso de dúvidas e pesquisas que valem notas.
Minha pressa tem razão de existir, andar devagar não faz meu estilo... Porém, eu aguardo o tempo virar ao meu favor, o motor ser turbinado, a estrada estar vazia, para que eu possa acelerar à 230 km e chegar ao meu destino final em segurança.

Tassya.

21 outubro 2010

Cena 25, Cápitulo 9.159... Ação!


Eu com certeza fui cobaia de Deus.
Sim, porque quando ele me criou só poderia estar de brincadeira, né!?
Botou um monte de coisas contraditórias juntas, deu a elas um destino mais contraditório ainda, pegou uma pipoquinha, um guaraná, sentou no sofá e preparou-se para mais uma sessão.
E lá está Ele, rindo, chorando, torcendo. Aí, às vezes, eu penso que de repente, Ele pode ser um grande espectador de telenovelas.
Nós, é claro, somos os protagonistas. E é pior do que novela mexicana, pelo menos a minha. O mais legal é que se o percurso não agradarar o nosso santíssimo “telespectador”, Ele pode meter o bedelho e mudar alguma coisinha.
Novela interativa, então! =D

“Resumo da semana”, será que Ele tem?
Paciência eu sei que tem, e muita. Sim, porque a minha vida pelo menos é um tanto sem graça às vezes.
Vilão, toda novela tem. A minha não tem nenhum definido, e isso que é pior, não sei e nem conheço o meu inimigo... (medo)
Fim, as novelas também têm. Trilha sonora também. Só não têm intervalo, e é aí que mora o problema. A vida é uma correria, uma esteira elétrica sem lugar para segurar. Ou você corre e acompanha, ou cai e se rala todo (sim, já aconteceu comigo...).

Pelo menos a tal novela permite aprendizado.  Muitas vezes pode ser vista como uma comédia das boas, um belo suspense, um romance meloso... Ou seja, Deus é o melhor redator/roteirista/diretor de todos os tempos!
Então, enquanto eu não o encontro pessoalmente para pedir um autógrafo (e - sem ofensas – que o tal momento demore), mando cartinhas todas as noites e participo do fã clube.
E, claro, corro atrás do meu final feliz!

Tassya.

"Eu tive um sonho. Vou te contar..."

É tão bom sonhar.
No sonho tudo se resolve, tudo é do jeito que gostaríamos que fosse... E o melhor do sonho é você ficar lembrando os detalhes depois que acorda. Ele se mistura com a realidade e você, às vezes, chega a ter dúvidas se sonhou realmente ou só se recordou de algo que já aconteceu enquanto dormia.

Tem sonhos que mesmo você tendo a certeza que está sonhando, ele parece real. É possível sentir o cheiro, o sabor, os toques, o abraço, o beijo...

Mas são sonhos... Longe da realidade.
Vai ver o meu anjo da guarda percebe quando preciso fugir daqui e me empresta suas asas durante o sono para eu poder voar alto.

O mais triste é quando o sonho é interrompido, porque a realidade bate a porta... Mas, ainda resta a sensação mágica de tranqüilidade, paz e alegria... Tudo parece tão no lugar, que você se questiona se realmente não consertou sua vida enquanto dormia.

Fernando Pessoa resume, impecavelmente, todo o meu texto acima, com uma simples frase.
“De sonhar ninguém se cansa, porque sonhar é esquecer, e esquecer não pesa e é um sono sem sonhos em que estamos despertos.”


SONHEM! Só não se esqueçam de acordar e fazer o sonho acontecer.
Isso serve especialmente para mim.

Tassya.


“Às Vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas... O tempo passa e descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torná-los reais!” (Bob Marley)

19 outubro 2010

“Vontade gêmea de ficar. E não pensar em nada...”

Dias de chuva.
Que vontade de ficar deitada só mais um pouquinho escutando o barulho da chuva, o vento fresquinho que entra pela janela do quarto, a cama confortável e o travesseiro que abraça o corpo e proporciona uma sensação de calmaria e bem estar.
Aí, acordo com o celular despertando pela quarta vez. Aperto mal humorada o botão que faz calar a boca do cantor David Guetta. Penso em ficar deitar só mais cinco ingênuos minutinhos, mas desisto dessa idéia, que com toda certeza só vai me atrasar. Levanto, me espreguiço, olho pela janela... chuvinha boa... hora de ir trabalhar! Como um ser humano normal, participo de todo ritual matinal. Me arrumo e sigo para as minhas obrigações diárias.
O dever me chama e eu tenho que ir atender a criatura.
E assim, na frente de uma tela de computador, atendendo ligações e editando documentos, se vão 8 horas do meu dia chuvoso e tranqüilo. Tudo bem que se fosse um sábado chuvoso eu ficaria muito fula da vida e tudo o que eu menos iria querer é ficar deitada na cama, mas é terça minha gente... E está tão longe da sexta-feira! =/

Affe.
Nada do que eu queria escrever aqui foi escrito.
Droga... mais um post sem sentido!

Prometo que no próximo estarei debatendo sobre “a estrutura de uma célula embrionária”, “cosmologia”, “Dilma x Serra”,  “como ensinar seu papagaio falar”, etc.

Tassya.
Mais um blog.
Pelo menos para mim. Em menos de um ano esse é o terceiro que eu crio.
O primeiro foi em dezembro do ano passado, até postei um texto... Acontece que eu perdi a senha, não estou conseguindo recuperá-la e decidi facilitar minha vida criando esse blog. Já o outro, tenho planos bem legais para ele, mas ainda não dei o passo principal que é postar algo decente.

Ok.
Ontem de madrugada, vagando em meio a pensamentos e teorias mirabolantes que só a insônia consegue me proporcionar, eu tive a “criativa idéia” de colocar tudo o que eu penso em algo que não fique perdido em minhas madrugadas solitárias.
Tudo bem que a maioria das coisas que passam pela minha cabeça a 2 horas da manhã não possuem lógica, nem concordância. Mas poxa, às vezes eu tiro grandes conclusões que podem até mudar a minha vida... ou não.

Tá bom, blog é uma besteira. É o diário do mundo moderno. Mas e daí? Quem tá preocupado com isso? Eu não estou! Por isso mesmo, aqui estou, escrevendo coisas sem sentido e sem importância... Será? Pelo menos agora, daqui uns dias pode haver algo interessante.

Eu deveria ter falado sobre mim, né? Como sou, o que quero, minhas cores preferidas... humm... Não vou fazer isso não. Acho chato! Até por que não estou me candidatando a nenhum cargo político, nem estou fazendo análise com psicólogos e muito menos quero ocupar mais o tempo de vocês.
=D
Viu? Uma coisa sobre mim é óbvia, sou igual a todo mundo... talvez com um pouquinho mais de sensibilidade, incoerência e complexidade.
;)

Tassya.